Lais Negrão Figueiredo
Terapeuta Ocupacional: Por uma vida melhor
Laís Negrão Figueiredo
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DIVULGANDO A TERAPIA OCUPACIONAL


ATIVIDADES DO DIA-A-DIA: UMA PALAVRA DA TERAPIA OCUPACIONAL

    Alimentar-se, realizar a higiene corporal, cuidar da família, trabalhar, dedicar-se a momentos de lazer, administrar as finanças pessoais, fazer a manutenção da casa, participar de atividades religiosas, locomover-se para os locais onde precisa ir, estudar, prestar um serviço voluntário, fazer compras, participar de eventos sociais, dormir… A nossa vida gira em torno de atividades por meio das quais suprimos nossas necessidades físicas, psíquicas, sociais e espirituais.
    Estas atividades organizam-se em torno dos hábitos, rotinas e apéis que desempenhamos na sociedade.
    Desde o nascimento, as atividades cotidianas são de fundamental importância para a aquisição de todas as habilidades que conduzem o ser humano à conquista de sua independência, autonomia, identidade pessoal e capacidade de adaptação que necessitamos diante das dificuldades e desafios que a vida nos apresenta.

    Quem é você? O que você faz? São duas perguntas que costumam andar juntas quando somos apresentados a alguém…

    Se uma criança, que nasce com perfeita saúde e em condições dequadas, tiver somente os cuidados de alimentação e higiene, mas for deixada no berço no restante do tempo, com certeza não se desenvolverá de forma normal.

    Na relação da criança com o meio ambiente, o contato com objetos, brinquedos, pessoas e sua experiência no espaço físico que a rodeia,
proporcionarão o desdobramento de todo seu potencial de desenvolvimento em habilidades adquiridas.

    E assim por diante, desde os primeiros meses de vida até a idade mais avançada, o ser humano necessita de envolvimento com as atividades que lhe são próprias em cada fase da vida. Isto é tão importante quanto o alimento que ingerimos e o ar que respiramos. Sem as atividades
cotidianas, falta-nos a oportunidade para o desenvolvimento contínuo e para que alcancemos a inserção na comunidade em que vivemos.

    Como parte dos cuidados que devemos ter para com a nossa saúde e qualidade de vida, é importante buscarmos uma rotina diária equilibrada que envolva os seguintes grupos de atividades:

- Atividades de auto-cuidado: são aquelas ligadas diretamente ao nosso próprio corpo, tais como alimentar-nos, fazer a higiene corporal e vestir-nos;
- Atividades de manutenção da vida pessoal: administração das finanças pessoais, cuidado da própria casa, compras, cuidados relacionados à saúde e à família;
- Atividades educativas: relacionam-se com as oportunidades de aprendizado que levam à aquisição de conhecimentos e ao desenvolvimento de habilidades diversas;
- Atividades de trabalho: sejam remuneradas ou voluntárias, relacionam-se com o desempenho de funções reconhecidas na sociedade para a produção de bens e serviços;
- Atividades de lazer / brincar: relacionadas com a diversão e o entretenimento; são atividades espontâneas, de caráter não-obrigatório na rotina do indivíduo.

    As diferentes fases da vida trazem consigo maior ou menor demanda sobre cada um destes grupos de atividades; no entanto, independentemente da fase ou da idade, é importante buscar:

- Equilíbrio entre esforço e descanso
- Motivação e auto-realização no envolvimento com as atividades;
 Interação social;
- Autonomia e independência para fazer escolhas e tomar decisões sobre as atividades que realiza;
- Adaptações à forma de realizar as atividades diante de eventuais obstáculos.

    Entretanto, existem alguns problemas que podem impedir ou dificultar, de forma temporária ou permanente, a capacidade de um indivíduo em se envolver nas atividades que ele quer, gosta e precisa no seu dia-a-dia, tais como:

- Existência de uma doença congênita ou adquirida que impeça a criança de se desenvolver como o esperado;
- Ocorrência de acidentes ou doenças que deixam seqüelas físicas e ou mentais permanentes;
- Perda progressiva de habilidades com o avançar da idade do indivíduo;
- Existência de doenças cardíacas e pulmonares que interferem na resistência física para o desempenho das atividades diárias;
- Instalação de doenças como tumores ou doenças progressivas (Ex.: Parkinson, Alzheimer, Esclerose Múltipla) que conduzem à degeneração de diversos sistemas do organismo;
- Ocorrência de acidentes e de problemas relacionados ao trabalho como fraturas, hérnias, queimaduras, amputações e tendinites, que geram dificuldades físicas e seqüelas que dificultam a função dos membros superiores e a utilização de objetos e mobiliário no ambiente em que o indivíduo desenvolve suas atividades;
- Existência de distúrbios que conduzem a hábitos e rotinas inadequadas tais como o abuso de álcool e drogas, isolamento social e desequilíbrio nas atividades cotidianas que propiciam o aparecimento ou agravamento de doenças mentais.

    Nestes casos, a partir do diagnóstico médico, pode ser indicada a intervenção da Terapia Ocupacional. O Terapeuta Ocupacional é um profissional, membro da equipe interdisciplinar de assistência à saúde, cujo foco é auxiliar o indivíduo a desenvolver ou restaurar habilidades e melhorar sua adaptação para desempenhar as atividades que ele deseja e precisa, considerando seus potenciais, limitações e sua história pessoal.

    Este profissional é formado em cursos de instituições de ensino superior e se aperfeiçoa em cursos de pós-graduação lato sensu e sensu strictum para exercer sua profissão dentro das diversas especialidades tais como: Saúde Mental, Distúrbios do Desenvolvimento Infantil, Reabilitação Funcional dos Membros Superiores, Neurologia, Gerontologia, Educação Especial, Tecnologia Assistiva, Saúde do Trabalhador, entre outras.

    O Terapeuta Ocupacional estimulará a independência e autonomia progressiva do indivíduo, buscando sua satisfação e de sua família no desempenho das atividades que lhe são próprias e possíveis, em cada fase da recuperação ou na adaptação às seqüelas permanentes.

    O papel da família é fundamental ao reconhecer a importância do envolvimento do indivíduo nas atividades adequadas permitindo, assim, a recuperação de funções importantes que só ocorrem quando a pessoa realmente coloca em prática suas capacidades físicas, mentais e sociais em tarefas significativas para si.

    O Terapeuta Ocupacional utiliza-se dos seguintes recursos para desempenhar seu trabalho junto ao indivíduo:

- Análise e organização da rotina ocupacional, buscando orientar e adequar o equilíbrio entre as atividades e o desempenho de hábitos e papéis ocupacionais;
- Vivência nas atividades do cotidiano, seja em ambiente hospitalar, ambulatorial, domiciliar ou comunitário, acompanhando o indivíduo no seu desempenho e desenvolvendo habilidades específicas para estas atividades;
- Indicação e confecção de adaptações e acessórios especiais (tecnologia assistiva) para prevenir deformidades e auxiliar no desempenho das tarefas, tais como: órteses (aparelhos estáticos ou dinâmicos feitos sob medida para posicionar uma parte do corpo, como os membros superiores), cadeiras de rodas, talheres adaptados, acionadores especiais para computador, adequação da estrutura do ambiente domiciliar, escolar e do local de trabalho, entre tantas outras adaptações individualmente planejadas.

    Enfim, ser ativo é parte inerente da essência da vida atividade é ação e ação é vida. Se esta premissa estiver ameaçada, é preciso buscar uma solução para que possamos alcançar satisfação pessoal em nossa inserção no mundo que nos cerca.
        Nesta busca, podemos contar com o auxílio do Terapeuta Ocupacional !

 
 
 
 

Lais Negrão Figueiredo -Terapeuta Ocupacional
Elaborado por Sorocaba Negócios